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Portugal perdeu o primeiro jogo do mundial de 2014 com a Alemanha. Não foi uma simples derrota, sempre possível atendendo a que jogamos com uma das equipas candidatas ao título e claramente uma das favoritas. Foi uma humilhação. Não jogamos futebol, limitamo-nos a aparecer em campo e a correr atrás da bola.
 
Não é vergonha perder com quem é melhor, apresenta melhores soluções ou táticas ou até tem mais sorte, mas é com certeza uma vergonha, quando fazemos uma figura triste e demonstramos mau perder.
 
Em bom rigor, a seleção portuguesa não foi capaz de mostrar ter vontade de ganhar, ambição, determinação. Os jogadores não se conseguiram motivar e motivar os seus colegas. Aceitamos com demasiada facilidade que não queríamos ganhar e desistimos de jogar. Muito pouco para quem representa um país que lhes dedica o seu tempo e carinho e que lhes dá todas as condições para serem competitivos.
 
Mas a verdade é que a seleção portuguesa é mais um dos reflexos da nossa mentalidade coletiva. Falhamos sempre quando não é suposto e aceitamos com exagerada facilidade todos os desaires. E sobretudo a “culpa” nunca é nossa.
 
Neste jogo, Portugal sofreu quatro golos e não conseguiu marcar nenhum. Teve um jogador expulso por uma atitude, no mínimo, inadmissível para quem joga em alta competição. A equipa demonstrou falta de agressividade e de disciplina. Foi um jogo em que não corremos, não lutámos e apenas onde desesperadamente esperávamos pelo final, para que a humilhação não fosse total.
 
Quando o jogo acabou, esperava-se que responsabilidades fossem assumidas, que tivessem a humildade de reconhecer que não estiveram bem, que há dias negros na nossa vida e que este tinha sido um deles. Esperava uma reação de quem assume os seus erros. Mas não. 
 
Mais uma vez, optámos pelo caminho mais fácil, o da lamúria, o da “culpa” é do árbitro, o do tivemos azar. É sempre mais do mesmo, a responsabilidade é sempre dos outros.
 
Confesso que não me identifico nada com esta mentalidade de derrotado com mau perder, de quem não sabe assumir as suas próprias responsabilidades e limitações, de quem, não planeando e não se preparando devidamente, responsabiliza sempre os “outros” e nunca a si mesmo. E, assim, continuamos alegremente no mesmo caminho.
 
Temos de mudar esta nossa mentalidade com urgência, pois ela está permanentemente presente na nossa sociedade e afeta a nosso desenvolvimento enquanto país. Temos de criar hábitos de exigência, de rigor, de ambição e de responsabilidade, não no futebol que é apenas uma distração, mas na nossa vida em geral. Temos de os ensinar às crianças e aos adultos. Temos de nos forçar a esse exercício. Mas este esforço tem de ser coletivo, caso contrário não funciona. Vamos ter de os implementar nas escolas, nas empresas, no Estado e, ainda que seja difícil, é, no meu entendimento, o nosso maior desafio.
 
Lia, há uns dias, um artigo sobre um médico pediatra espanhol chamado Eduard Estivil que, apoiando-se em estudos científicos defende que a culpa é sempre dos pais, a quem cabe a responsabilidade de ensinar os filhos. Este médico defende que temos de colocar o hábito acima da espontaneidade, porque a disciplina é uma questão de constância e não uma qualidade inata. E nós, portugueses, temos de nos habituar a ter regras e normas que nos obriguem a ter responsabilidade, que nos obriguem a ser exigentes, ambiciosos, determinados. Falta-nos isto para vencer, porque no futebol como em tudo na vida, só o trabalho, o rigor, o planeamento, a exigência, trazem bons resultados.
 
Espero, sinceramente, que a seleção portuguesa consiga apagar a má imagem que deu de Portugal e ao mundo na segunda-feira, dia 16 de Junho, e que consiga mostrar que os portugueses são muito mais do que meninos mimados que têm mau perder.
 
Texto por: Bruno Carneiro, CEO da Servdebt @ jornal Vida Económica Nº 1546 / 20 de Junho 2014
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