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As Amizades que se usam por aí


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A palavra amizade deriva do latim Amicus e mais não é do que uma relação de afetividade entre duas pessoas, cuja característica primordial é o altruísmo. É suposto existir sem esperarmos do “outro” qualquer benefício. Apenas existe, sem interesses particulares de favorecimento.
 
Ao escrever este artigo lembrei-me do conceito porque em países do sul da Europa, a palavra amizade é utilizada com tamanha banalidade, que tendemos a confundir conhecidos com amigos e a utilizar as ditas amizades para obtermos benefícios diretos em detrimento de terceiros. E o pior, é que consideramos isso algo normal e não nos causa nem estranheza nem repúdio. Está aliás de tal forma entranhado na sociedade, que ficamos até surpreendidos quando, um dito amigo não nos beneficia, seja por que razão for e ponderamos até por vezes o fim da dita amizade. Recordo que as amizades supostamente se baseiam no altruísmo, que os budistas consideram como o caminho para a iluminação.
 
Banalizarmos conceitos leva-nos sempre a situações como aquelas que temos presenciado nos últimos tempos, em que alguém é acusado de ter beneficiado outrem por razoes de amizade. Decisões que não são devidamente fundamentadas apenas e só porque temos o desejo de ajudarmos o amigo e tal não nos permite o distanciamento e a lucidez exigida na tomada da decisão.
 
Quantas situações não conhecemos todos em que alguém é beneficiado por ter amigos? Acontece todos os dias em quase todas as situações. Mas a verdade é que ao invés do que está enraizado na nossa sociedade, ser-se beneficiado por ter amigos nas posições que consideramos certas, não é o melhor caminho para o desenvolvimento, mas sim uma prática mais comum em países do terceiro mundo. Eu diria até que é meio caminho para a corrupção e para o subdesenvolvimento.
 
Nos negócios e nas relações entre o Estado e os privados, estas relações de “amizade” tornam-se ainda mais censuráveis, porque para beneficiarem alguns, prejudicam-se milhões, todos os cidadãos que pagam impostos e que cumprem com as suas obrigações convictos que o Estado defende os seus interesses coletivos. 
 
Parece-me por isso essencial desmistificar estas relações de amizade que apenas são relações de conveniência e esperar que no futuro a sociedade as veja não como relações altruístas, mas como relações de utilidade em que usando das supostas amizades, se obtêm benefícios e privilégios que deveriam ser de outros. É preciso ter sempre presente, que decisões baseadas no critério amizade levam sempre à exclusão dos mais competentes e dos mais aptos e geram sempre no futuro consequências nefastas.
 
A existência de amizades não deve nunca interferir no dever de quem ocupa cargos de responsabilidade, no Estado ou nas empresas, acima de tudo porque se devem tomar decisões com base no mérito das propostas e na valia que apresentam e nunca pelos benefícios que se obtêm.
 
Texto por: Bruno Carneiro, CEO da Servdebt @ jornal Vida Económica Nº 1565 / 21 de novembro 2014

 

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