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O que fazer quando não se pode pagar


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Os pedidos de apoio por causa de sobreendividamento estão a subir e os casos de insolvência entre pessoas singulares registam um aumento. Saiba o que pode fazer se estiver sob a ameaça de cair nesta situação e como evitar o excesso de dívidas.

O número de sobreendividados que pediu ajuda à Deco - Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores, quase duplicou em Janeiro. Mais de 2.200 famílias não conseguiram controlar o valor dos seus encargos e foram procurar alternativas e soluções ao Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS).

Mais de 40% destes casos surgiram na região de Lisboa e o desemprego, seguido de "piores condições de trabalho", foram os principais responsáveis pela avalanche de créditos que os portugueses não conseguiram pagar.

Diariamente, 14 pessoas são declaradas insolventes pelos tribunais. Não é preciso ter muitos créditos ou poucos rendimentos. Basta que não se tenha respeitado a taxa de esforço e não se tenha poupado o suficiente para criar uma almofada financeira. E o incumprimento não acontece só aos outros.

Susana Albuquerque, secretária-geral da Asfac - Associação de Instituições de Crédito Especializado, explica que, antes de contratar um crédito, a família deve avaliar a sua capacidade financeira, ou seja, perceber realmente se as suas receitas são suficientes para fazer face aquela despesa. "Se perceber que existe alguma diminuição da sua capacidade financeira deve comunicar imediatamente à instituição onde contraiu o crédito, para encontrarem uma solução viável para poder cumprir com o seu contrato", diz. Desta forma, evita chegar ao incumprimento.

O segredo está em agir preventivamente. Outra maneira de o fazer é subscrevendo um seguro de protecção ao empréstimo que adquiriu. Pode ser útil em casos como o desemprego ou doença.

Se já deixou de pagar alguma prestação de crédito, então deve contactar a instituição e renegociar as condições do empréstimo. E deve fazer uma nova análise ao orçamento familiar e perceber onde pode cortar para conseguir cumprir com as obrigações. "Se necessário, a família poderá ter de alterar comportamentos e estilos de vida", diz a secretária-geral da Asfac.

Fundamental é que não se acanhe na altura de conversar com quem lhe deu o dinheiro. Susana Albuquerque explica que as instituições financeiras têm todo o interesse em chegar a acordo com os seus clientes, pelo que estarão disponíveis para renegociar. "O ideal é que o façam ainda antes de entrarem em incumprimento. Qualquer negociação ou novo plano de pagamentos é muito mais fácil de obter nesse momento", acrescenta.

Quanto às empresas de recuperação de crédito, a especialista explica que são um negócio que se desenvolveu paralelamente ao desenvolvimento da concessão de crédito. Acrescenta que algumas instituições financeiras recorrem a estas empresas para recuperarem créditos, outras têm o seu próprio departamento interno para esse feito e há quem recorra ao "outsourcing".

"Ainda existe muita iliteracia financeira"

"Temos aproximadamente 100 mil créditos em carteira e diria que deveremos ter entre 60 a 70 mil devedores particulares. O resto são créditos a empresas", conta Bruno Carneiro, administrador executivo da Servdebt, empresa independente de gestão e recuperação de activos.

Quando os créditos chegam às mãos dos seus especialistas já vêm com um historial de incumprimento grande. O responsável explica que a principal causa para este acontecimento é o facto de ainda existir muita iliteracia financeira."Se fizermos uma pequena sondagem na rua e perguntarmos às pessoas o que é uma TANB ou uma TANG, a maior parte das pessoas não sabe. No momento em que pediram o crédito, a sua preocupação residia no valor a pagar mensalmente e não no custo global desse crédito. E houve créditos que foram pedidos já numa situação de esforço muito elevado".

Regra geral, o crédito à habitação é o último a deixar de ser pago. "Nós não tínhamos mercado de arrendamento e acabámos por encaminhar muitos particulares para a compra de habitação própria. Por isso, tendemos a incumprir primeiro o crédito ao consumo, depois o cartão de crédito, o crédito automóvel e deixamos o crédito à habitação para o final", explica Bruno Carneiro. Contudo, basta haver uma situação de desemprego ou um divórcio para começar a incumprir.

"A nossa taxa de eficácia, no que diz respeito aos acordos amigáveis, andará por volta dos 30%", afirma. Contudo, quando há uma acção judicial, os casos seguem em tribunal e, regra geral, passam por uma fase de penhora, que vai dos salários aos bens e pensões.

Bruno Carneiro diz que existem muitos casos em que os familiares se reúnem e acabam por ajudar quem tem uma dívida ou um crédito por liquidar. Nesse caso podemos, eventualmente, fazer algum desconto para permitir fechar a dívida", explica. Contudo, a maior parte das soluções passa necessariamente pelo alargamento do prazo.

COMO AJUDAR QUEM NÃO PODE PAGAR

Bruno Carneiro, administrador da Servdebt, explica como funcionam os serviços de apoio aos clientes com dívidas que já não conseguem pagar

1 - Ensinar a gerir
Bruno Carneiro afirma que, na Servdebt, a primeira medida a adoptar é a de tentar "educar" as pessoas para aquilo que é o seu rendimento: como devem gerir as suas fontes de receitas, ou seja, como elaborar um orçamento familiar e segui-lo à risca.

2 - Prazo dilatado
"A nossa obrigação é a de recuperar este tipo de activos e o que nós propomos é o alargamento do prazo: diluímos a prestação ao longo de mais meses e isso faz com que um indivíduo que tenha um encargo de 150 euros, possa ter, por exemplo um de 100 ou de 75", explica o administrador da Servdebt.

3 - Juros eliminados
Outra forma de fazer com que as famílias possam cumprir com as suas obrigações contratuais é através do perdão de juros, ou seja, eliminando os juros sobre o valor do crédito. Contudo, esta hipótese está dependente de vários factores: volume da dívida e a capacidade da pessoa conseguir efectuar os pagamentos que acorda com a instituição, entre outros.

4 - Ponto de equilíbrio
"É sempre fundamental chegar a um ponto de equilíbrio que seja vantajoso para a pessoa e para nós. É muito mais importante que a pessoa possa ir pagando, ainda que pague menos, do que não pagar de todo", afirma Bruno Carneiro. É preferível chegar a um entendimento do que continuar com as acções judiciais que, muitas vezes, já vêm dos bancos, explica.

5 - Notificação e comunicação
Quando a carteira de crédito é comprada, todas as pessoas envolvidas no processo são notificadas e contactadas. Bruno Carneiro explica que os seus técnicos gerem os activos através de um contacto directo com os devedores e fiadores e é neste sentido que todo o processo se desenvolve. A partir desse momento, é-lhes indicado que a entidade com a qual devem lidar é aquela.

ANA PIMENTEL
Jornal de Negócios - Investidor Privado
26/03/2012

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