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Numa nota enviada aos seus clientes e que foi noticiada na última semana em Portugal, o banco alemão Commerzbank afirma que Portugal e não Espanha é a maior surpresa positiva na periferia da Europa. Dizem os economistas Ralph Solveen e Jörg Krämmer que Portugal fez progressos na consolidação orçamental, que tem vindo a reduzir o elevado défice orçamental, e o endividamento do sector privado. Mas dizem mais. Dizem que se têm verificado mudanças na estrutura económica do país, que muito embora estejam ainda atrasadas quando comparadas com a Alemanha, “têm visto crescer o valor acrescentado bruto nas áreas e produtos de maior valor acrescentado”.

Mas a confiança no país não pára aí. Dizem ainda na nota que "Portugal tem boas hipóteses de se aguentar sobre os seus próprios pés quando o programa terminar, em meados de 2014" e que "no máximo, Portugal vai candidatar-se a uma linha de crédito cautelar".

Tudo isto são boas notícias que parecem passar despercebidas à maioria do país, habituado nos últimos anos a ouvir apenas lamentos da classe politica e más notícias da comunicação social sempre pronta a, com um grau de sensacionalismo impensável há uns anos atrás, abrir noticiários com o descalabro constante do país. Não há muito tempo atrás apenas se dizia que o nosso caminho era o da Grécia e que nada as medidas do governo e os sacrifícios das pessoas alcançariam.

Claro que não temos apenas boas notícias e que o caminho a percorrer ainda é difícil e se encontra a uns anos de distância. Na mesma nota, dizem os economistas do banco alemão que "é questionável" que a dívida pública desça já em 2014, uma vez que com a meta de défice para este ano e uma dívida pública de quase 128%, a economia teria de crescer mais de 3% em 2014, o que é, nas suas palavras, “altamente improvável”.

E existem riscos, na estabilidade política (o caso de Paulo Portas o ano passado ainda é lembrado) e nas decisões do Tribunal Constitucional, que tem vindo a chumbar várias das medidas propostas pelo governo.

Mas o ponto fundamental, não apenas desta nota, mas também das excelentes notícias sobre a economia portuguesa que foram divulgadas no final de 2013 e início deste ano, é que o malfadado mercado parece acreditar cada vez mais em Portugal, o cidadão começa a ter mais optimismo, mas a classe política tem recebido estas notícias como se fossem péssimas para os portugueses e para o país.

Precisamos de quem nos representa, uma visão pragmática e realista, que não caia em populismos que apenas levam à desmotivação de quem tem de fazer diariamente sacrifícios, esperando que no futuro, Portugal seja melhor, tenha mais oportunidades, retenha o talento que cria. Não precisamos de quem parece estar sempre no contra, como se nada de bom tivesse sido feito nos últimos 3 anos. A verdade é que o cidadão está farto de más notícias, de as ter ouvido e de as ter lido nos últimos anos incessantemente. Estamos na altura de nos focarmos naquilo que de bom tem sido feito, naquilo que já alcançámos com os esforços que colectivamente fizemos.

Mas não nos iludamos. Temos muito que fazer, não apenas hoje e amanhã, mas nos próximos anos. Teremos que continuar a fazer um ajustamento doloroso em que os portugueses sofrerão das agruras de políticas erradas que foram implementadas nas últimas décadas. Mas como tudo na vida, o essencial é aprendermos com os erros que fizemos no passado, de forma a podermos evitá-los no futuro. É uma obrigação de cidadania aprendermos com o que fizemos e deixarmos um país melhor aos nossos filhos.

Texto por: Bruno Carneiro, CEO da ServDebt, em Vida Económica (17 de Janeiro 2014)

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