Latest News

Liked this article?
See here the list of latest news published by Servdebt. We have more articles that may be of interest.

2014-11-21 | Opinion Article
As Amizades que se usam por aí
2014-09-19 | Opinion Article
O esquema Ponzi Institucional
2014-08-22 | Opinion Article
O poder de um nome
2014-05-16 | Opinion Article
Dream Big
2014-01-17 | Opinion Article
Portugal – Milagre económico da Periferia
2014-02-28 | Opinion Article
Os ventos da mudança


Share

As últimas notícias da performance económica portuguesa têm sido positivas e não param de surpreender os céticos. Há um ano apenas o governo (e pouco mais) acreditava na inversão da situação económica portuguesa e nos benefícios que as medidas de austeridade trariam. A oposição, quer de partidos quer de correligionários dos partidos do governo, apontava para o caminho do desastre  e para o descalabro eminente. Segundo estes e os chavões populistas da moda, caminhávamos para uma situação como a grega e afastávamos-mos da irlandesa. É a demagogia no seu pleno. Mesmo aqueles que antes tiveram responsabilidades governativas criticam como se nunca lá tivessem passado ou tido responsabilidades da situação a que chegamos.

É isto que nos distancia de quem dá a volta por cima, de quem resolve os problemas e avança por um caminho melhor e de mais valor.

Mas isto não surpreende. A sociedade portuguesa, da qual a política e os políticos emergem, está cheia de exemplos do que está errado. Vivemos num país onde tudo se critica e nada está bem. Se um empresário tem sucesso é porque algo fez que não devia, se não tem sucesso é um fracassado. O sonho de muitos é ser famosos e a maior parte da população pensa mais em lazer e em momentos de riqueza do que na sua criação. Somos o povo do desenrascanço e não o povo da esquematização, dos planos a médio e longo prazo, do futuro. E pior, sempre assim fomos. Fizemo-lo com a pimenta da Índia e o ouro do Brasil e no final até menos monumentos fizemos que os ingleses ou franceses. Gostamos é de gastar e não de ganhar. Cultivamos uma cultura de pouca exigência e toleramos a mediocridade.

Naturalmente que isto não era sustentável. Iria trazer problemas que apenas a nossa cegueira impedia de ver. Comportamo-nos como Narciso e o final não poderia ser outro.

Mas o mundo hoje não é o mesmo dos últimos 100 anos. Mudou. Hoje aqueles que viviam na miséria e na obscuridade mudaram, tornaram-se globais e ganharam mercados e riqueza e agora querem mais. E nós, portugueses, temos de mudar de forma a criarmos valor para competir com quem tem preço. E estamos a fazê-lo. As nossas empresas e empresários têm sido verdadeiros heróis a conquistar novos mercados e a ganhar espaço até com produtos que todos diziam não criar valor, como o sector têxtil e dos calçados. É esse o caminho a seguir. O da mudança, da inovação, da criação de valor. Temos de ser mais exigentes se quisermos ser melhores e voltar a patamares onde já estivemos, ainda que de forma ilusória e através do crédito que nos foi dado por quem criou riqueza e que nós pensávamos nunca acabar. Chegou ao fim o momento da fantasia e começou a realidade.

Espero que este élan não mude e que continuemos a fazer o trabalho árduo da mudança, tendo sempre presente que o que é bom nem sempre vem de forma fácil e que normalmente não vem. Há quem viva para trabalhar e quem trabalhe para viver, mas seria importante conseguirmos encontrar o equilíbrio que muitos alcançaram no século XX.

Texto por: Bruno Carneiro, CEO da Servdebt @ jornal Vida Económica Nº1530/28 de fevereiro 2014

Share
Latest News
  • 2014-11-21
    As Amizades que se usam por aí
    A palavra amizade deriva do latim Amicus e mais não é do que uma relação de afetividade entre duas pessoas, cuja característica primordial é o altruísmo. É suposto existir sem esperarmos do “outro” qualquer benefício.
  • 2014-09-19
    O esquema Ponzi Institucional
    Muito se tem ouvido falar, desde 2008, do famoso esquema Ponzi. O esquema toma a designação de um cidadão italiano de nome Carlo Ponzi que, no início dos anos 20 do século passado, se tornou famoso por defraudar investidores americanos ao vender-lhes a promessa de retornos de 50% em 45 dias ou de 100% no prazo de 90 dias.
  • 2014-08-22
    O poder de um nome
    Durante quase um século o nome Espírito Santo foi sinónimo de poder, de respeitabilidade, de segurança. Clientes, investidores e Estado, confiavam nas suas decisões e nas opiniões que emitiam sobre quase todos os temas nacionais.
  • 2014-07-03
    Servdebt atinge 3,5 mil milhões de carteira de crédito sob gestão
    A empresa ganhou no final do semestre a gestão de 800 milhões de bancos nacionais e estrangeiros. A Servdebt ganhou a gestão de 800 milhões de euros de carteiras de crédito em incumprimento no final do primeiro semestre deste ano, tendo subido para 3,5 mil milhões de euros o montante de activos geridos pela empresa.
  • 2014-06-20
    A Seleção como reflexo do país
    Portugal perdeu o primeiro jogo do mundial de 2014 com a Alemanha. Não foi uma simples derrota, sempre possível atendendo a que jogamos com uma das equipas candidatas ao título e claramente uma das favoritas.
  • 2014-05-16
    Dream Big
    “Um sonho grande dá o mesmo trabalho do que um sonho pequeno – então porque não pensar grande?” – A frase é atribuída ao empresário Jorge Paulo Lemman e paira como mantra nos negócios que ele e os seus sócios, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira criaram, desenvolveram e os transformaram em líderes mundiais. É este sonho, esta ambição, este inconformismo permanente, que transformou uma empresa falhada, sem gestão profissional, com gastos exorbitantes e receitas paupérrimas, na maior multinacional cervejeira do mundo.
Highlight

Servdebt uses an advanced technology developed in house to improve the management of non performing loans and that integrates loan accounting, servicing, asset management and investor reporting into a single system.

Read More
Servdebt Properties