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“Um sonho grande dá o mesmo trabalho do que um sonho pequeno – então porque não pensar grande?” – A frase é atribuída ao empresário Jorge Paulo Lemman e paira como mantra nos negócios que ele e os seus sócios, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira criaram, desenvolveram e os transformaram em líderes mundiais. É este sonho, esta ambição, este inconformismo permanente, que transformou uma empresa falhada, sem gestão profissional, com gastos exorbitantes e receitas paupérrimas, na maior multinacional cervejeira do mundo. E tudo em menos de 25 anos.

Em 1989, a cervejeira Brahma que aqueles compraram não era mais que uma fração da Anheuser-Busch (produtora da famosa cerveja Budweiser) à data, a maior companhia cervejeira do mundo. E de acordo com o próprio Marcel Telles, que assumiu a gestão da então pequena, local e falida Brahma, o sonho de serem globais já estava presente nas suas mentes. Nas suas palavras “ Eu falava na companhia que um dia a gente ia comprar a Anheuser-Busch e dava risada…tinha sempre um ahaha no final, para não pensarem que era maluco”. Não era.

Mas não ficaram por aí. Investiram em novos negócios, tornaram-se nos donos do Burger King e compraram a Heinz em parceria com o mítico Warren Buffet. Hoje, as empresas por eles controladas têm um valor aproximado de 187 mil milhões de dólares e são quase todas multinacionais globais, com marcas fortes e conhecidas internacionalmente.

Lembrei-me desta história de sucesso quando pensava no setor empresarial português e na completa ausência que o país tem de líderes globais. Nós não temos um grande grupo empresarial internacional e, em bom rigor, não temos nenhuma multinacional verdadeiramente global. Não temos marcas fortes e reconhecidas e não somos propriamente conhecidos pela inovação. Porquê? Como justificamos não conseguir criar algo grande e duradouro? Não temos nós pessoas competentes, inovadoras, trabalhadoras e ambiciosas?

A verdade é que nós em Portugal temos tudo isto. Temos pessoas com as competências necessárias, gente ambiciosa, inovadora, trabalhadora, mas não temos a mentalidade adequada. Continuamos agarrados ao passado, imbuídos de pequenez de pensamento e de sentimentos mesquinhos como a inveja. Apenas conseguimos pensar para o presente, para o hoje e raramente pensamos no futuro. Não conseguimos visualizar um futuro diferente, porque apenas sabemos criticar o hoje e o ontem. Gostamos de ideias complexas e processos complicados e ignoramos que a verdadeira genialidade está na simplicidade, em transformar um mundo complexo numa ideia simples.

A verdade é que hoje como ontem, continuamos a achar que a idade é um posto e não premiamos a meritocracia, mas a antiguidade. Não damos oportunidades àqueles que querem mais, porque nos dedicamos a proteger aqueles que já têm suficiente.

Enquanto não mudarmos esta forma de ser, não conseguiremos nunca criar empresas fortes e globais e todos os sonhos que vamos tendo de as criar desvanecer-se-ão. Sempre que pensamos estar a chegar a esse ponto, as empresas que pensamos poderem ser globais, desaparecem, engolidas por outras maiores, mais ambiciosas e com mais dinheiro.

Um dia perguntaram ao trio supra referido, que tipo de pessoas procuravam para as suas empresas. A resposta foi: de fanáticos. E acrescentaram que vivemos numa época na qual as pessoas querem soluções rápidas, atalhos para resultados excecionais. Mas esse caminho de facilidade não existe. Apenas existe o esforço intenso, de longo prazo, sustentado. E a única forma de construir empresas grandes e duradouras é sendo fanático. Pelos objetivos, pela performance, pelos resultados.

Precisamos de pensar no futuro a 50 anos, não por nós, mas pelo país que queremos deixar aos nossos filhos. Porque assim, a pensar pequeno, não vamos lá.

 

Texto por: Bruno Carneiro, CEO da Servdebt @ jornal Vida Económica Nº 1541 / 16 de Maio 2014

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