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Muito se tem ouvido falar, desde 2008, do famoso esquema Ponzi. O esquema toma a designação de um cidadão italiano de nome Carlo Ponzi que, no início dos anos 20 do século passado, se tornou famoso por defraudar investidores americanos ao vender-lhes a promessa de retornos de 50% em 45 dias ou de 100% no prazo de 90 dias. Resumindo o esquema que o tornou famoso, vendia retornos impossíveis de se concretizarem, pagando aos investidores iniciais com os investimentos dos novos investidores.
 
Mais tarde, outra personagem famosa e de reputação imaculada, de nome Bernard Madoff, foi protagonista da maior fraude financeira da história dos Estados Unidos, ao utilizar a sua firma de investimentos Bernard L. Madoff Investment Securities LLC num esquema Ponzi de dimensões extraordinárias. O engodo foi exatamente o mesmo, ou seja, retornos muito acima do expectável.
 
Poderíamos pensar que apenas “curiosos” seriam atraídos por tais promessas de rentabilidade e que nunca investidores sofisticados seriam atraídos por esses retornos, mas a verdade é que foram vários os grandes bancos internacionais, fundos de investimento ou de pensões, que investiram nas promessas de elevadas rentabilidades, sem a devida análise de informações disponíveis no mercado, acarretando por isso grandes perdas para si e para os seus clientes ou beneficiários. Falharam todos, investidores, reguladores e os protagonistas das fraudes. Quer Carlo Ponzi quer Bernard Madoff acabaram presos e com penas de prisão perpétua. 
 
Estas situações ilustram, aquilo que acontece hoje com o sistema de segurança social portuguesa (e de alguns outros países europeus) onde apesar de todos os sinais disponíveis, ninguém vê ou quer ver o óbvio. Estamos perante um esquema Ponzi do Estado.
 
Esta situação resulta do sistema de segurança social escolhido, que consiste num modelo de repartição pura (pay as you go) onde as contribuições pagas pelos trabalhadores/empregadores são imediatamente direcionadas para o pagamento de pensões, i.e., o dinheiro entra, mas sai de imediato para os beneficiários da segurança social. Dizem que existe aqui o conceito de solidariedade intergeracional, uma vez que as pensões são financiadas por quem está no ativo.
 
Ora, este modelo esquece aquela que é hoje uma tendência portuguesa e europeia, onde não são mensurados ou explicados aos cidadãos os riscos que o sistema de segurança social pura tem, nomeadamente, a vulnerabilidade ao envelhecimento demográfico, o agravamento das taxas contributivas ou a generosidade do sistema. Tudo isto faz com que a chamada solidariedade intergeracional não passe de um slogan que interessa a quem hoje beneficia do atual regime de segurança social. Quem hoje paga, não terá nunca no futuro os mesmos benefícios e duvido, até, que o valor que venha a receber seja mais do que simbólico.
 
Mas o pior é que o cidadão comum ainda não percebeu o esquema em que se encontra envolvido, pois tem um sistema de repartição pura, mas acha que tem um sistema de capitalização. Quantas vezes não se ouve dizer “e o dinheiro que eu descontei? Eu descontei para ter pensão”. Esta é a parte assustadora. Poucos contribuintes têm noção da realidade, pelo que muitos são suscetíveis a populismos baratos, onde tudo vai bem e o amanhã será ainda melhor.
 
Para mim, não passa de um simples esquema Ponzi, sancionado pelo Estado. Quem hoje paga este sistema, irá descobrir no momento da reforma que ou acumulou poupanças ou terá uma velhice muito pouco confortável. E a tal solidariedade intergeracional não passará de um mito.
 
Texto por: Bruno Carneiro, CEO da Servdebt @ jornal Vida Económica Nº 1556 / 19 de setembro 2014
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